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EXTERNATO PAULO VI PROMOVE LITERACIA EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA FAMÍLIAS

  • 11 de mar.
  • 3 min de leitura

O Externato Paulo VI, situado na Avenida Central, acolheu uma sessão de literacia em Inteligência Artificial dirigida a encarregados de educação e alunos, dinamizada por Marta Pinto. A iniciativa procurou explicar, de forma acessível e cientificamente rigorosa, como funciona a IA e quais os desafios éticos e educativos associados ao seu uso crescente no quotidiano e na escola.

 

Num momento em que a Inteligência Artificial assume um papel cada vez mais central na sociedade, o Externato Paulo VI promoveu uma sessão de formação dedicada à literacia digital e tecnológica, reunindo pais, alunos e comunidade educativa para refletir sobre as oportunidades e os riscos desta tecnologia.

 

A palestra foi conduzida por Marta Pinto, responsável pelo projeto educativo AI Goes to School, uma iniciativa que tem como missão levar a literacia em Inteligência Artificial às escolas, ajudando alunos, professores e famílias a compreenderem o funcionamento destas ferramentas e a utilizá-las de forma crítica e responsável.

 

Durante a sessão, foram explicados conceitos fundamentais de IA, desde os sistemas de aprendizagem automática (machine learning) à aprendizagem profunda (deep learning) e à IA generativa, tecnologias que estão na base de muitos serviços digitais utilizados diariamente. Através de exemplos simples, como sistemas de recomendação de conteúdos ou jogos baseados em algoritmos, os pais e alunos puderam perceber como as máquinas analisam dados, identificam padrões e produzem respostas ou sugestões.


 

Um dos objetivos centrais da sessão foi reforçar a importância do pensamento crítico no contacto com estas ferramentas. “A IA pode ajudar a pensar melhor, mas não deve substituir o pensamento humano”, foi uma das ideias-chave partilhadas por Marta Pinto, durante a apresentação, incentivando os alunos a utilizar estas tecnologias como apoio à aprendizagem, e não como substituto do esforço intelectual.

 

A formação abordou igualmente temas sensíveis como a verificação da informação, os limites legais no acesso a plataformas digitais por menores, a proteção de dados, bem como os riscos de confiar excessivamente em sistemas automáticos que podem gerar erros ou conteúdos imprecisos.

 

Outro ponto destacado foi o impacto social e ambiental da Inteligência Artificial. Embora a tecnologia possa contribuir para avanços científicos, como o apoio ao diagnóstico médico ou a monitorização da biodiversidade através de dados de satélite, também levanta desafios relacionados com o consumo energético e com a utilização responsável de recursos digitais.


Para o Externato Paulo VI, a realização desta sessão insere-se numa estratégia mais ampla de preparação dos alunos para os desafios do século XXI. A escola tem apostado na integração da inovação tecnológica no processo educativo, promovendo simultaneamente o desenvolvimento do pensamento crítico, da criatividade e da responsabilidade digital.

 

Localizado no coração de Braga, o Externato Paulo VI integra este tipo de iniciativas na sua estratégia educativa de preparação dos alunos para os desafios do século XXI.


Segundo Paula Correia, diretora pedagógica, “num momento em que os algoritmos começam a influenciar decisões, informação e conhecimento, a verdadeira literacia em Inteligência Artificial não passa apenas por saber utilizar ferramentas digitais, mas por compreender como funcionam, questionar os seus resultados e reconhecer os seus limites”.


Enquanto professora e diretora pedagógica, Paula Correia acredita que

“é essa capacidade crítica, simultaneamente tecnológica, ética e humana, que as escolas devem desenvolver, preparando os alunos para um futuro em que a relação entre inteligência humana e inteligência artificial será uma das questões centrais da educação e da sociedade.”

 

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